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Muitas vezes são os de fora quem melhor consegue captar a nossa alma. A de Lisboa, tantas vezes retratada e cantada, mostra-se nesse branco mediterrânico que a torna mais fascinante pelo olhar de Wim Wenders, o cineasta alemão que realizou o mítico “Paris Texas” e, em 1994, no ano em que a nossa capital foi Capital Europeia da Cultura, o “Lisbon Story” que dá à cidade a identidade mediterrânica que indisfarçavelmente veste.
Lisboa recebeu há dias a cimeira União Europeia-África com a esmagadora maioria dos governantes dos dois continentes a tentar estabelecer uma nova parceria, «de igual para igual», apesar das divergências em torno dos acordos comerciais que poderão conter aspectos susceptíveis de serem considerados injustos para os países que já foram colónias dos europeus. Lisboa recebera, dias antes lideres rotários da Zona rotária 10B, que se estende de Portugal ao Kazaquistão e da Espanha ao Sudão.
Lisboa já não se sentia assim desde a II Guerra em que foi placa giratória de todas as espionagens envolvidas no conflito, em especial as da Europa e da América, numa agitação cosmopolita que, até então, só tinha tido paralelo no tempo em que foi cidade que via partir navegadores aventureiros e piratas do mar preparando-se para ser capital de um Império.
Quantos milhares de jornalistas estiveram, por estes dias, em Lisboa, a cobrir estes encontros que marcam as agendas mediáticas do nosso tempo? Quantas oportunidades de promoção de Lisboa e das nossas cidades não terão sido perdidas pela nossa desatenção? Estamos à vontade para falar... Tivemos uma nesga de abertura e puxamos dos pergaminhos do nosso inglês para divulgar, por escrito, aos rotários que estiveram em Lisboa, as potencialidades de um investimento imobiliário em Portugal.
Nestas vésperas da assinatura do Tratado de Lisboa, que tenta cimentar a unidade da União Europeia e a eficácia de certas instâncias políticas europeias, anuncia-se uma nova imagem turística e promocional de Portugal que visa fixar o interesse dos estrangeiros sobre o nosso país a partir da visibilidade oferecida por acontecimentos como os que estão a marcar Lisboa neste mês de Dezembro. É de aplaudir este esforço de promoção das nossas terras mas é também de exigir que ele tenha continuidade e que se projecte em acções da sociedade civil que o Estado pode e deve apoiar.
É o que sempre temos vindo a defender quando, como mediadores imobiliários, apostamos na captação de investimento estrangeiro para Portugal, “vendendo” o nosso Sol, a nossa hospitalidade, a segurança das nossas cidades. A troco de um investimento que se multiplica e que não é, ao contrário de muitos outros, deslocalizável em função de interesses conjunturais. Num esforço de promoção que há muito merece mais apoio oficial por ser apoio que promove Portugal.
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