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O Entreposto - Gestão Imobiliária, empresa do Grupo Entreposto, ligado ao comércio automóvel, pretende seguir uma linha estratégica de investimento direccionada para a reabilitação urbana. Segundo fonte da empresa, a reabilitação urbana é encarada como “uma das linhas estratégicas definidas no plano de negócios do Entreposto - Gestão Imobiliária, nomeadamente nas principais cidades do país”. Após uma experiência bem sucedida da reabilitação de um edifício na Baixa Pombalina, está em curso um projecto de reabilitação na zona do Campo Mártires da Pátria em Lisboa e vários projectos referenciados e em fase de negociação.
Na perspectiva da empresa, “pelas características inerentes ao parque imobiliário português, trata-se sem dúvida de um segmento de mercado com elevado potencial, atractivo aos promotores”. No entanto, “os entraves ao nível do licenciamento e a burocracia inerente, provocam que o período de investimento seja considerável, aumentando a incerteza e consequentemente o risco do negócio. Acresce que o retorno de famílias para o centro das cidades implica, na maioria dos casos da alienação de um imóvel nos arredores o que, na actual conjuntura, pode revelar-se mais difícil”.
No entanto, “continuam a surgir oportunidades de negócio, sendo essencial, para obter taxas de rentabilidade interessante, uma análise criteriosa de todas as variáveis que influenciam o negócio imobiliário, permitindo a elaboração de um projecto que não venha a sofrer sucessivas alterações”.
Entretanto, numa outra linha, o grupo está a promover um empreendimento situado no Porto, mais propriamente junto ao Monte dos Burgos. O projecto Casas do Parque é composto por 16 lotes de moradias V3 e V4, que oscilam entre os 130 e os 260 metros quadrados, com uma área total de construção de 6.035,55 m².
De acordo com a empresa, “trata-se do aproveitamento de um terreno que o grupo tinha na cidade do Porto e que estava afecto ao negócio automóvel. Com a deslocalização dessa estrutura assumida em 2005, o Entreposto - Gestão Imobiliária iniciou o processo que visava a rentabilização daquele activo. Após vários estudos, quer de impacto económico-financeiro quer de caracterização do produto imobiliário, foi apresentado um projecto de loteamento num terreno com 4,4 mil m²”.
A comercialização está a cargo da Frontal, devendo o projecto estar concluído em Junho de 2009, com o investimento a rondar os 4,5 milhões de euros, segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO Imobiliário.
O empreendimento, que conta com a assinatura do arquitecto Fróis do Amaral, destaca-se pela “qualidade dos acabamentos”, designadamente pelas madeiras interiores em afizélia, caixilharias de alumínio com corte térmico, banheira de hidromassagem, painéis solares, estores eléctricos, ferragens em aço inox, pedra natural no tampo da cozinha ou pelas sanitas suspensas.
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