O investimento imobiliário em Portugal bateu novos recordes em 2017, tendo atingido os 1,9 mil milhões. Os ativos de retalho e escritórios são os que mais contribuem para o crescimento, segundo o estudo Market 360.º, que cobre todas as áreas de investimento do imobiliário, da consultora imobiliária JLL.
Foi uma escalada de 50% desde o ano anterior, com os investimentos feitos por estrangeiros a contribuir para 80% deste valor e dirigiu-se sobretudo ao retalho e aos escritórios. Em 2018, a consultora imobiliária espera que a trajetória continue no mesmo sentido.
“O retalho continua a agregar o maior volume de investimento”, aponta o relatório, representando 35% do capital investido. De seguida, surge o setor dos escritórios, responsável por uma fatia de 31% da aposta em imobiliário. Neste campo, a captação de multinacionais tem sido um dos grandes motores.
Os centros comerciais e escritórios empataram ao nível da yield prime, a taxa correspondente ao ativo de melhor desempenho de cada setor, tendo ficado nos 4,75% em 2017. Por seu turno, a taxa do comércio de rua situou-se nos 4,5%.
“Os investidores domésticos também se revelaram bastante dinâmicos“, relata o estudo, apontando para um aumento no número de transações feitas por estes investidores, de 24% em 2015 para 45% em 2017. Apesar do número de transações, contribuíram apenas 20% para o total do volume investido.
Segundo a JLL, uma estimativa “contida” para o volume de investimento em 2018 pode rondar os 2,5 mil milhões.