Encargos dos créditos à habitação que usam as taxas a 6 e 12 meses recuam para novo mínimo, em Março. Nos contratos que usam Euribor a três meses, fica tudo na mesma. In ECO - Economia Online

27/02/2018

Encargos dos créditos à habitação que usam as taxas a 6 e 12 meses recuam para novo mínimo, em março. Nos contratos que usam Euribor a três meses, fica tudo na mesma.

Com o mês de março ao virar da esquina há boas notícias para quem tem crédito à habitação. As famílias com empréstimos de taxa variável revistos no próximo mês vão beneficiar de uma quebra no valor da prestação, ou na pior das hipóteses não sofrem qualquer alteração nos encargosmensais. Créditos associados às Euribor a seis e a 12 meses veem o valor da prestação baixar, enquanto nos contratos indexados à Euribor a três meses não há qualquer mexida.

Assumindo o cenário de um crédito no valor de 100 mil euros, a 30 anos, e com um spread de 1%, quem tiver o crédito associado a este indexante vai continuar a pagar uma prestação de 306,75 euros ao longo dos próximos três meses.

Já quem tiver os seus empréstimos associados às Euribor em prazos mais dilatados vai ver as respetivas despesas com a prestação descerem para um novo mínimo histórico.

Euribor a três meses estabilizada

 

Assumindo o mesmo cenário base, para quem tem o empréstimo associado à Euribor a seis meses, o valor da prestação mensal recua uns ligeiros 0,05%, ou o equivalente a 14 cêntimos, para os 309,30 euros.

No caso dos créditos com Euribor a 12 meses, a taxa de juro de referência que os bancos atualmente mais usam na nova concessão de empréstimos, a prestação volta a baixar. A partir de março, e durante o próximo ano, esta estará fixada nos 312,94 euros, 1,2% ou 3,85 euros, aquémdo valor do último ano.

 

As famílias portuguesas continuam assim a beneficiar do nível historicamente baixo dos juros de referência. Desde março de 2016 que a taxa de juro diretora do Banco Central Europeu está fixada em 0%. E tudo indica que por aí se mantenha pelo menos durante algum tempo, já que não existem sinais de que a entidade liderada por Mario Draghi vá abandonar a sua política de dinheiro barato nos próximos tempos.

O mercado antecipa que os juros se mantenham em valores negativos pelo menos mais cerca de um ano e meio, para assumir valores cada vez mais positivos a partir dessa altura, mas de uma forma gradual. O mercado de futuros coloca a Euribor a três meses em terreno negativo até junho de 2019. Com esta a subir gradualmente até atingir os 0,5% em setembro de 2020 e os 1% em dezembro de 2012.

Mas claro que este cenário estará dependente do rumo da política monetária do BCE que poderá não corresponder ao que o mercado antecipa.

 

Fonte: Reuters | Lusa