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Quando chega o momento de pedir crédito habitação, uma das decisões mais importantes é escolher entre taxa fixa ou taxa variável. Esta escolha vai influenciar diretamente o valor da prestação mensal e o custo total do empréstimo ao longo dos anos.

Mas afinal, qual destas opções é a mais indicada? Neste artigo explicamos as principais diferenças para ajudar a tomar uma decisão informada.

 

O que é a taxa variável?

Na taxa variável, o juro do crédito habitação é composto por dois elementos principais:

  • o spread definido pelo banco

  • a Euribor, que é a taxa de referência utilizada na maioria dos créditos habitação na Europa

A Euribor varia ao longo do tempo e é revista periodicamente no contrato, normalmente a 3, 6 ou 12 meses.

Como funciona na prática?

Se a Euribor subir, a prestação mensal do crédito também aumenta.
Se a Euribor descer, a prestação tende a diminuir.

Vantagens da taxa variável

  • Prestação inicial normalmente mais baixa

  • Possibilidade de pagar menos caso as taxas de juro baixem

  • Tem sido historicamente a opção mais comum em Portugal

Desvantagens

  • Maior incerteza nas prestações

  • Possibilidade de aumento significativo da prestação em períodos de subida das taxas

O que é a taxa fixa?

Na taxa fixa, a taxa de juro definida no contrato mantém-se igual durante todo o período acordado.

Isto significa que a prestação mensal não muda, independentemente da evolução das taxas de juro no mercado.

Vantagens da taxa fixa

  • Prestação sempre igual ao longo do tempo

  • Maior previsibilidade no orçamento familiar

  • Proteção contra eventuais subidas das taxas de juro

Desvantagens

  • Prestação inicial geralmente mais elevada

  • Não beneficia caso as taxas de juro venham a descer

Taxa mista: uma solução intermédia

Além da taxa fixa e da taxa variável, muitos bancos oferecem também a taxa mista.

Neste caso, o crédito começa com uma taxa fixa durante um determinado período (por exemplo, 2, 5 ou 10 anos) e depois passa para taxa variável indexada à Euribor.

Esta solução permite alguma estabilidade inicial, mantendo a possibilidade de beneficiar de descidas futuras das taxas.

 

Qual é a melhor opção?

Não existe uma resposta única. A escolha depende sobretudo da situação financeira e do perfil de risco de cada pessoa.

A taxa variável pode ser adequada se:

  • pretende uma prestação inicial mais baixa

  • tem alguma margem financeira para eventuais aumentos

  • acredita que as taxas de juro podem descer no futuro

A taxa fixa pode ser mais indicada se:

  • prefere estabilidade nas prestações

  • quer evitar surpresas no orçamento familiar

  • valoriza previsibilidade a longo prazo

 

Antes de decidir, faça várias simulações

Antes de escolher o tipo de taxa do crédito habitação, é importante:

  • comparar propostas de diferentes bancos

  • analisar o impacto das variações da Euribor

  • perceber qual é a prestação que consegue suportar confortavelmente

Uma pequena diferença na taxa de juro pode representar uma diferença significativa no valor total pago ao longo do crédito.