Quando chega o momento de pedir crédito habitação, uma das decisões mais importantes é escolher entre taxa fixa ou taxa variável. Esta escolha vai influenciar diretamente o valor da prestação mensal e o custo total do empréstimo ao longo dos anos.
Mas afinal, qual destas opções é a mais indicada? Neste artigo explicamos as principais diferenças para ajudar a tomar uma decisão informada.
Na taxa variável, o juro do crédito habitação é composto por dois elementos principais:
o spread definido pelo banco
a Euribor, que é a taxa de referência utilizada na maioria dos créditos habitação na Europa
A Euribor varia ao longo do tempo e é revista periodicamente no contrato, normalmente a 3, 6 ou 12 meses.
Se a Euribor subir, a prestação mensal do crédito também aumenta.
Se a Euribor descer, a prestação tende a diminuir.
Prestação inicial normalmente mais baixa
Possibilidade de pagar menos caso as taxas de juro baixem
Tem sido historicamente a opção mais comum em Portugal
Maior incerteza nas prestações
Possibilidade de aumento significativo da prestação em períodos de subida das taxas
Na taxa fixa, a taxa de juro definida no contrato mantém-se igual durante todo o período acordado.
Isto significa que a prestação mensal não muda, independentemente da evolução das taxas de juro no mercado.
Prestação sempre igual ao longo do tempo
Maior previsibilidade no orçamento familiar
Proteção contra eventuais subidas das taxas de juro
Prestação inicial geralmente mais elevada
Não beneficia caso as taxas de juro venham a descer
Além da taxa fixa e da taxa variável, muitos bancos oferecem também a taxa mista.
Neste caso, o crédito começa com uma taxa fixa durante um determinado período (por exemplo, 2, 5 ou 10 anos) e depois passa para taxa variável indexada à Euribor.
Esta solução permite alguma estabilidade inicial, mantendo a possibilidade de beneficiar de descidas futuras das taxas.
Não existe uma resposta única. A escolha depende sobretudo da situação financeira e do perfil de risco de cada pessoa.
pretende uma prestação inicial mais baixa
tem alguma margem financeira para eventuais aumentos
acredita que as taxas de juro podem descer no futuro
prefere estabilidade nas prestações
quer evitar surpresas no orçamento familiar
valoriza previsibilidade a longo prazo
Antes de escolher o tipo de taxa do crédito habitação, é importante:
comparar propostas de diferentes bancos
analisar o impacto das variações da Euribor
perceber qual é a prestação que consegue suportar confortavelmente
Uma pequena diferença na taxa de juro pode representar uma diferença significativa no valor total pago ao longo do crédito.